No dia 31 de Agosto um amigo da mummy vai casar com o namorado de 11 anos...wow, 11 anos juntos, quer uma coisa assim com o meu Richie Boy.
Vão oficializar o relacionamento deles porque um deles tem uma doença e não quer a família que não lhe fala e nunca aceitou o relacionamento entre eles, fique com os bens.
É uma tristeza que haja ainda famílias que são capazes de uma atitude dessas, embora eu ache o máximo que um relacionamento entre 2 homens venha esfregar na cara dos cépticos que acham que os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo não duram. Eu e o Rich temos 20 anos e já namoramos quase há 3 anos e eles têm 34 e 40 anos e estão juntos há 11...
Encorajador...
Esperemos que sim. Temos muito que falar, não é?
Se acham que já não estamos juntos e por isso este blog andou ao abandono.....eheheheh! Enganam-se, os putos continuam juntos.
Acabámos as aulas, mais um ano passado...já só falta este para acabarmos. Na verdade só eu acabo de vez o meu percurso escolar ou académico. O Pedro vai esperar até fazer 23 anos e vai candidatar-se ao curso de restauro lá da Fundação Ricardo Espirito Santo. Entretanto fomos promovidos, isto é, ele foi promovido, a mim só me renovaram o contrato...
Estivemos de férias na Praia da Luz durante 2 semanas, foram 2 semanas espectaculares, só os 2 excepto um fim de semana quando o Fábio, o namorado novo Jorge, o Rui (irmão do Fábio) e o Fred (o meu irmão) foram lá.
Mas tudo é que é bom, acaba tão depressa....voltámos ao trabalho e depois de uns sustos de saúde de familiares, cá estamos juntos a viver em casa dos pais do Pedro. Por enquanto é o que podemos alcançar. Os nossos pais acharam que não fazia sentido eu passar mais tempo aqui do na minha casa (onde moram os meus pais e o Fred) e nós deviamos ficar juntos.
Esperamos que em 2 anos consigamos dinheiro para arrendar uma casa só para nós...por agora o podermos acordar juntos já é o bastante...
Para quem está de férias, boas férias e sejam felizes
Foi espectacular a nossa estadia em Paris, o nosso amigo Fábio foi connosco porque trabalha com o Pedro e fez o primeiro estágio. Quando chegámos a Paris tínhamos a Madame Croissy á nossa espera e foi ela que nos levou ao apartamento que o museu tem para os estagiários. Quando entrámos no bairro e começámos a ver bandeiras de arco-iris por diversos prédios nem queríamos acreditar. Foi a mãe do Pedro que marcou a estadia, a minha parte foi só a aviação.. por isso não sei onde é que ela foi buscar o bairro Le Marrais.
Mas voltamos ao inicio, resolvi ir com o Pedro quando ele me disse como sentiu a minha falta quando eu fui à Croácia. Consegui não lhe contar nada até à hora dele chegar ao aeroporto e valeu a pena porque a maneira como ele me sorriu quando eu lhe mostrei o meu bilhete de avião não tem igual. A maneira como ele me abraçou e eu senti o coração dele a bater contra o meu peito valeu a minha angústia durante 2 semanas, odeio esconder-lhe seja o que for.
Voltando á estadia, embora tenha andado sozinho durante o dia, vi coisas lindas, coisas que mostrei ao Pedro no sábado e domingo que passámos juntos. Os outros estagiários eram 2 espanholas, a Marta e a Sara, o inglês Ben e o espanhol que já conhecíamos de Amesterdão, o David. Tudo gente muito bem disposta e festejar um titulo de uma equipa espanhola com 3 espanhóis por perto é memorável. A bebida correu muito fácil naquela noite de domingo e até o britânico Ben gritou: Hala Madrid!. Elas levavam uma máquina de karaoke e nós que nem apreciamos nos fartámos de cantar.
Mas o ponto alto das nossas noites era mesmo a ida á discoteca Raidd Bar...céus que tentação, go-go dancers a dançarem debaixo de chuveiros, tudo homens de corpos de tirar a respiração.
Como nós somos comprometidos mas não somos cegos...foi olhar e olhar e olhar....
Até o Ben dizia que nunca tinha isto nada assim...mas ele é hetero, onde havia ele de ver uma coisa assim? Nós bem lhe dissemos para ir á Heaven em Londres...mas não em parece que ele tenha coragem de lá ir
Foi uma das melhores semanas da minha vida, quero lá voltar com o Pedro mas em férias, para ele ver tudo aquilo que eu vi