terça-feira, 27 de setembro de 2011

PARA TI...

A nossa mummy vai entrar amanhã no hospital para ser operada na 5ª feira.
Desejamos-lhe toda a sorte do mundo e eu SEI que vai tudo correr bem.

Mummy, amo-te para sempre minha querida...e nunca esquecerei o que fizeste por mim

Rich

sábado, 24 de setembro de 2011

AS NOSSAS FAMILIAS

Eu que tive alguns problemas com a minha familia no inicio do meu percurso como jovem gay, dou agora mais valor ao que significa uma familia e os seus valores. A minha familia (os meus pais, eu e o meu irmão) tornaram-se uma familia a sério. Todas as nossas atitudes são agora mais ponderadas e as nossas decisão passaram a ser debatidas.
Sei que os meus pais nunca serão tão avançados como os pais do Pedro (os meus sogros) mas são os meus pais e como elesme disseram quando voltei para casa, pode não ter sido o que ambicionaram para mim, mas é assim que eu sou e não por amar uma pessoa do mesmo sexo que eu que deixo de ser o Rich, filho deles. O Pedro deixou de ser persona non grata na minha casa ao fim de 2 meses e já lá ficou várias vezes a dormir.O meu irmão já me disse que nós quase não fazemos barulho, pelo menos em relação à namorada dele, o que me fez sentir aceite por aquelas pessoas que sempre fizeram parte da minha vida.

Rich

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESTA COISA DE CRESCER

Não é assim tão bom como eu pensava. Ainda digo o que não devo e depois arrependo-me mas já é tarde demais. Não gosto de passar as noites na faculdade, estou muito cansado, o meu trabalho é essencialmente físico e quando me sento nas aulas sinto que não estou ali, estou deitado na minha cama, pesam-me as pernas, ardem-me as mãos. Sinto a falta do Rich, só o vejo à hora de jantarmos e quando vamos para casa. Está a ser difícil e só passaram dias do inicio das aulas. Cada vez mais quero acordar e adormecer ao lado dele mas nenhum de nós tem maturidade para vivermos sozinhos. Ás vezes acho que sim, mas depois acontece qualquer coisa e vejo que não. Mas o que me faz confusão é que tenho colegas bem mais velhos do que eu lá na faculdade, que trabalham como eu, mas além disse ainda têm família a sustentar e conseguem conjugar tudo. Porque é que para nós está a ser tão difícil?
A minha mãe diz que é só um problema de adaptação e que em breve também eu consigo conjugar tudo e a mãe do Rich que já fez o mesmo que nós estamos a fazer diz que é difícil mas que é compensatório e que quem sabe isso não nos vai apressar o nosso casamento. O plano inicial era esperarmos acabar o curso e depois arranjar emprego e só depois casarmos. Mas ao fim de umas semanas e os planos começam a mudar nas nossas cabeças. Quero viver com ele o mais depressa possível, nem que seja na casa dos meus pais.

Nunca pensei que crescer fosse assim...tão duro

Pedro

domingo, 18 de setembro de 2011

RANDOM TALK...

Ontem tivemos a nossa primeira discussão ao fim de quase de 2 anos juntos. A razão? Isso não é importante para aqui, o importante foi que não nos deitámos chateados, sempre nos disseram que não o devemos fazer embora tenha custado um e outro darmos o primeiro passo, mas olhámos um para o outro e dissemos: amo-te.
Se há uma coisa que temos a certeza mas que não damos como garantido para a vida é o amor que sentimos um pelo outro e que nos ajudou a superar as coisas estúpidas que fiz. A compreensão e o respeito que sentimos um pelo outro levamos mais longe e ajuda-nos a enfrentar o mundo. A força que retiramos um do outro é fundamental para sermos pessoas melhor.

Amanhã recomeçamos uma nova semana de trabalho e finalmente começamos as aulas, desta vez de noite. Sabemos que vai-nos tirar o nosso "quality time" em que estamos juntos mas foi uma coisa que começámos a sentir que era necessário, começar a termos algum tempo separado para termos nos preparar para a vida que queremos ter em conjunto. Durante quase 2 anos anos que estávamos juntos durante quase todo o dia e a vida real não é assim. Claro que há casais que trabalham juntos mas foi uma situação que eu nunca quis. Eu sempre quis aquela sensação de entrar em casa, olhar para o meu homem (adoro dizer isto), dar-lhe um beijo de tirar o ar e perguntar-lhe: amor, então como foi o teu dia? Senti isso este verão quando ia buscar o Pedro ao trabalho dele à hora de almoço, saber que ele estava ali à minha espera. E quando o telemóvel toca e olho para o ecrã e diz o nome dele e atendo com um sorriso nos lábios. O amor que me envolve quando oiço a voz dele a dizer: lindo...sou eu.


Outra coisa, há um ou dois meses conhecemos online, acho que no Facebook ou no Goodread (já me lembro), uma senhora absolutamente fantástica, a Veronica. Tornou-se uma amiga minha, do Pedro e da mummy. Na sexta-feira a mummy ligou-nos a dizer que ela nos tinha enviado uma caixa com diversos presentes (ah ela mora na Austrália)...nós nem querias acreditar, uma caixa? Sabíamos que ela nos ia mandar qualquer coisa porque ela nos avisou, mas pensámos que fosse tipo uma carta ou um postal, mas não, foi um pacote com, umas prendas para a Fernanda (que bem precisa de mimos com a operação dela a aproximar-se) e para nós: uma carta para nós os 3, uma caixa de chocolates para mim e para o Pedro (que já devorámos) e uma pen cheinha de livros m/m que já passámos para os nossos PCs. Ela foi tão querida...gostamos muito dela. Pena estar tão longe. Pode ser que um dia consigamos ir lá ou ela cá á Europa.

Ultima coisa, um recado, não queremos monopolizar ninguém, só lhe damos mais apoio e atenção do que tu porque estamos mais perto. Tu continuas a ser especial para ela, não te afastes por favor. Sabemos o que ela nos conta mas gostavamos de saber o teu lado da história porque da maneira como as coisas se transformaram tem de haver erros de um lado e do outro. Um abraço, rapaz.

Rich

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

STATEMENT

I'M NO ROLE MODEL...AND I NEVER WANTED TO BE

SORRY IF I MISLEAD YOU...BUT I'M JUST A HORNY 19 YRS GUY...

AND SO IS MY BABY

Pedro

VIDA FAMILIAR

OK, confesso que de repente me deu uma veia mais rebelde que não sei bem de onde veio. Começou com a cena do elevador (que parece que chocou algumas pessoas, mas olhem...temos pena, não queremos ser "role models" de ninguém), depois foi as tatuagens e hoje resolvi fazer um piercing na língua. Hoje como não vou estar com o Rich, dá tempo para a língua desinchar...depois deste post já ele vai saber...vai-se passar, se bem o conheço e acho que o já conheço um bocado ao fim de 2 anos. Estou aqui sentado no quarto depois de ter alterado umas coisas aqui no quarto com gelo na língua. Tenho a sorte de ter uns pais...bom, os meus pais são as pessoas mais espectaculares (como pais, claro), o meu pai disse que eu tinha de ter cuidado enquanto o furo não sarava por completo, que talvez fosse melhor o Rich usar um preservativo enquando eu lhe fizesse sexo oral (OK, que pai fala disto com um filho gay com 19 anos? O meu, claro). A minha mãe durante o jantar não tirava os olhos de mim e de vez em quando dizia para eu mostrar a bolinha amarela. Claro que o facto do meu pai ser musico e a minha mãe restauradora de arte explica a sua abertura em relação a tudo. Nunca me senti menos do que qualquer outro rapaz, porque sou gay, pelo contrário. Os meus pais só me perguntaram se eu precisava de um psicólogo. Quando eu disse que por agora achava que não, ele só me disseram que se precisasse eles estavam ali. Geeez, eu adoro os meus pais.O meu pai foi ainda mais longe e perguntou-me se havia cá alguma organização no género da PFLAG, mas eu não sabia e ele acabou por ir à ILGA e eles lá falaram com ele.
Sei que tenho um sorte bestial por ter uns pais assim e que parece que tenho uma vida familiar idilica, mas também não é assim, sinto-me muitas vezes sozinho porque não tenho irmãos, o meu pai vai muitas vezes para fora com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a minha mãe quando está de volta das coisas dela, seja de volta de moveis ou dos quadros, apaga do mundo real e eu fico sozinho. Quando era miúdo e ficava na casa dos meus avós dizia muitas vezes que os meus pais não gostavam de mim, o que os meus avós sempre negaram e uns 10 anos depois vejo que eles sempre tiveram razão.
Mas de um modo geral, tenho uma vida familiar muito rica. Mas continuo a achar que eu seria bem mais equilibrado se tivesse um irmão ou uma irmã...

Pedro

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CRESCER

Por um lado sinto imensas saudades de olhar para aqueles olhos cor de chocolate negro ao almoço, mas por outro estou a adorar o meu trabalho, ainda estou em fase de formação mas estou a gostar. Afinal fui mesmo trabalhar com a Fernanda, estou mesmo sentado ao lado dela e ela está a dar-me formação.
Os almoços com ela, a Maddie e o João (guess what, um colega gay...) são sempre divertidos. Pela primeira vez sinto que estou a crescer. Gosto dessa sensação e gosto da ideia de ter esta responsabilidade acrescida. Mas sinto a falta do meu Pedro.


Rich